segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Variedade e muita tradição no comércio de alimentos do Recife



Padarias com características lusitanas fazem parte do dia a dia das pessoas

Cada país tem sua culinária característica, e alguns pratos e ingredientes se popularizam agradando gerações e cumprindo seu papel mundo a fora. A culinária portuguesa é a mais conhecida pelas iguarias feitas com bacalhau e pelos doces à base de ovos, mas a cozinha lusitana vai além desses ingredientes, utilizando também os frutos do mar, aves e outras carnes incomuns para nós. Isso sem falar dos temperos, vinhos, azeite, pão. Não há nada como o aroma e o sabor de um pão fresquinho. 

O pão sempre esteve presente nas mesas, complementando pratos de sopas ou acompanhando o cafezinho.  Ele pode ser apresentado de diversas formas. Massa pesada, fina, grossa, com doce de leite, coco. Estamos falando do primeiro alimento elaborado pelo homem. Historicamente, os egípcios preparavam uma mistura de farinha, água e sal, que resultava em uma massa saciante. A história registra a presença de pães na alimentação do homem há mais de 10 mil anos. Pesquisadores estimam que a origem seja da Mesopotâmia. 

Alimento escolhido por Jesus para dividir entre os discípulos na última ceia, o “pão nosso de cada dia” não deixa de fazer parte de celebrações como o dia da Páscoa,  Ação de Graças e de Natal. Não é exagero dizer que esse alimento tão agradável e de fácil acesso faz parte do café da manhã de todos os brasileiros. Há quem diga que não se importa se o pãozinho é, de fato, um dos principais inimigos da balança.

Uma curiosidade é a variação nas diferentes regiões do Brasil sobre a forma como é chamado o nosso conhecido pão francês. Em São Paulo tem quem chame de Média, Filão, Pãozinho; em Sergipe se diz Pão Jacó; no Pará, é Pão Careca; No Rio Grande do Sul, é Cassetinho; no Ceará, Carioquinha...

        Além do consumo do pão, é muito comum que ao visitar uma padaria, pessoas como Luiz Araújo, 65, não resistam às outras delícias que atraem pelo aroma e pela apresentação. São produtos diversos feitos com cuidado, na maioria das vezes, por mãos habilidosas como as de Edileusa, 55 (Foto). Funcionária da Padaria Imperatriz há 21 anos, Edileusa não deixa de exibir a satisfação em exercer uma atividade tão tradicional. 


O lugar acolhedor e com cara de lanchonete fica bem no centro da cidade, próximo à Praça Maciel Pinheiro. Aberta desde 1897, a Padaria Imperatriz produz mais de 2 mil itens como pizzas, bolachas, sonhos, pastel de Belém. 



O estabelecimento tem ascendência portuguesa e faz parte da história de muita gente que circula pela Rua Imperatriz. O antigo nome era Padaria Japonesa. Seu Horácio Amorim (Foto), presidente do estabelecimento, explica que só em 1944 a padaria recebeu o nome pelo qual é conhecida atualmente. 


Trata-se de uma sociedade em família, da qual estão à frente os primos Eduardo, Júlio, e Horácio Amorim. Com 34 funcionários trabalhando das 6h às 20h, de segunda a sábado, a movimentada padaria não é uma parada obrigatória para um lanche, mas uma parada prazerosa. Todos os itens são de fabricação própria. Seu Horácio confere tudo de perto todos os dias, interagindo com os funcionários e clientes. Ele reconhece que o negócio já faz parte do dia a dia das pessoas há muito tempo e se orgulha da herança e da variedade de alimentos produzidos diariamente.

 


Outro lugar que guarda características bem portuguesas é a padaria Santa Cruz. Recém-reformado, o estabelecimento funciona desde 1959 e é administrado também por uma família de portugueses. 




Fátima Amorim é uma das responsáveis pela administração das atividades dos 47 funcionários. Segundo Fátima, o biscoito de castanha e os pães-de-ló portugueses (Foto) agradam muitos clientes, além de outros doces lusitanos.


A torrada de manteiga, segundo alguns clientes, tem um gosto incomum. Dizem que o paladar pede mais quando se experimenta. 

A padaria Santa Cruz funciona de segunda a sábado, das 04h30min às 19h30min. O endereço é  Rua Santa Cruz, n°101- Boa Vista.
 










 Essa matéria foi solicitada para a disciplina de Jornalismo On-line (explicada a quantidade de imagens. E ainda registrei muito mais).

Foi um dia legal, de pesquisa, conversa e um pouco mais de conhecimento.






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