terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Os desafios do Censo Demográfico de 2022

Prestar concurso público e ser aprovado é sempre uma feliz conquista, ainda que seja um certame para trabalhar temporariamente. Assim aconteceu em abril deste ano.

Polos lotados de concurseiros em todo o Brasil para as vagas de ACS, ACM e Recenseador do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o resultado e, em julho, o treinamento eliminatório.

Camili Freitas prestou o concurso para trabalhar no 13º Censo do  IBGE. De acordo com o material institucional do órgão, o Recenseador é a peça chave do Censo. Essa foi a função escolhida por Camili, estudante de 28 anos e moradora de Olinda, na região metropolitana do Recife.


Dificuldades pelo caminho


Os recenseadores são remunerados por produção. Ao concluir um setor censitário, que é uma área territorial subdividida para a realização da coleta de dados, o trabalho passa por uma supervisão e o pagamento é liberado.


Em geral, os setores são grandes em território ou em volume de moradores. Longos percursos para percorrer. Existem setores com mais de 800 casas e outros com uma média de 200 domicílios. O IBGE percorre todo o Brasil, inclusive as comunidades de povos tradicionais como indígenas e quilombolas. 


O trabalho exige disposição física e preparação mental, além de estratégias de agendamentos, coordenadas geográficas, comunicação com o ambiente central do IBGE e com o posto de coleta.


Tudo isso, seguindo um rigoroso código de conduta, sem direitos celetistas como passagens e alimentação. Pessoas de todas as idades entraram com o propósito de servir ao país, uma contribuição que não tem preço. A maioria ficou motivada a estudar para seguir encarando novos desafios, até conseguir se colocar no serviço público de forma efetiva. 


No entanto, a desmotivação veio logo no início. Assaltos, péssimo tratamento por parte da população, denúncioas de assédio sexual contra mulheres e a própria ignorância de quem nunca ouviu falar sobre a importância da pesquisa do Censo.


Detalhes que colaboraram para um grande volume de desistências em várias cidades, principalmente por parte das mulheres. 


Inicialmente atraídos pela flexibilidade de horários e uma forma de cálculo de remuneração aparentemente justa, os recenseadores encontraram muitos motivos para desistir. Alguns encontraram dificuldades com o equipamento, o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), que trava durante as entrevistas com risco de perder tempo e de o morador não aceitar mais responder ao questionário.


“O meu DMC travou muito na primeira semana. Mesmo que o supervisor queira ajudar, tecnicamente ele não pode fazer muita coisa. Os moradores são muito resistentes, alguns têm medo de perder benefícios assistenciais do governo e se sentem prejudicados”, relata Camile.


Os trabalhadores do IBGE encaram desafios enormes pelas ruas, como a desconfiança e os julgamentos. Com razão, a população se sente insegura. Outro problema é a falta de divulgação na mídia para conscientizar a população de que a pesquisa pode trazer resultados satisfatórios para a sociedade como um todo.


Na qualidade de servidores públicos federais, os recenseadores e supervisores precisam educar a população sobre o que representa o Censo e lidar com a realidade que encontram dentro da casa das pessoas, como a falta de meios básicos para sobreviver.


“Falei para o meu supervisor que as pessoas mais pobres pensam que eu cheguei com a solução da própria fome, mostram documentos pensando se tratar de atualização cadastral para receber Bolsa Família. Isso nos faz refletir muitas necessidades de qualificação, educação básica e dignidade que falta em muitas casas. Outras casas nem deveriam ter esse nome, porque são barracos de madeira com exposição ao calor, frio e insetos”, relata outra recenseadora.



O Censo do IBGE


De acordo com o site oficial do IBGE, “Conhecer em detalhe como é e como vive o nosso povo é de extrema importância para o governo e para a sociedade. Os resultados obtidos através da realização do Censo Demográfico permitem traçar um retrato abrangente e fiel do País.” O resultado de um censo demográfico reflete a realidade de um país. Através dele, é possível:



  1. acompanhar o crescimento, a distribuição geográfica e a evolução das características da população ao longo do tempo;

  2. identificar áreas de investimentos prioritários em saúde, educação, habitação, transportes, energia e programas de assistência a crianças, jovens e idosos;

  3. selecionar locais que necessitam de programas de estímulo ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social;

  4. fornecer referências para as projeções populacionais com base nas quais é definida a representação política no País, indicando o número de deputados federais, deputados estaduais e vereadores de cada estado e município; e

  5. fornecer subsídios ao Tribunal de Contas da União para o estabelecimento das cotas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios;

Podem auxiliar ainda na seleção de locais para a instalação de fábricas, supermercados, shopping centers, escolas, creches, cinemas, restaurantes, lojas; na análise do perfil da mão-de-obra brasileira, instrumento fundamental para sindicatos, associações profissionais e entidades de classe; na análise acadêmica do perfil sociodemográfico e econômico da população e sua evolução entre 2010 e 2022; e na reivindicação dos cidadãos por maior atenção do governo municipal ou estadual para problemas específicos, expansão da rede de água e esgoto, expansão da rede telefônica, acesso à internet.
Se você ainda não foi recenseado, aguarde a visita de um servidor do IBGE. Ele vai aparecer na sua casa com um colete azul e crachá. Pode ser uma dupla de recenseador e supervisor, para otimizar o processo. Alguns questionários duram apenas 5 minutos, dependendo de quantas pessoas residem no domicílio. Você pode conferir sua matrícula diretamente no site oficial, contando ainda com o QR Code para direcionar, em caso de dúvidas.

Receba bem o recenseador. Ele vai ser completamente imparcial, pois foi treinado para agir com ética, empatia, respeito às diferenças.

Atenda e responda às perguntas, elas serão tratadas com confidencialidade e nenhuma informação é cruzada com dados de outros órgãos para prejudicar os brasileiros, independentemente de classe social. Vamos colaborar para um país melhor!


Recife, 20 de Agosto de 2022.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Violência contra jornalistas no Brasil e no mundo

Até quando?


Eu pensei que nada relacionado à violência contra profissionais da comunicação fosse me chocar, depois do massacre do  Charlie Hebdo. 

Dessa vez, um repórter matou a ex-colega de trabalho, ao lado do cinegrafista e de forma calculada - AO VIVO!


Nas imagens gravadas pelo cinegrafista pouco antes de morrer, é possível ouvir os tiros e ver o momento em que a repórter tenta escapar dos disparos. 

A câmera cai, mas registra as pernas do atirador. Não é possível descrever a sensação de continuar a ouvir os gritos de  Alison Parker. Ela, com 24 anos e o colega Adam Ward, 27.

Em vários países do mundo, inclusive no Brasil, os jornalistas têm sido vítimas da violência. Estamos no século XXI e a intolerância só cresce. Ainda querem silenciar a voz de quem se dedica a dar voz à sociedade. 

E a indignação fica, pois temos que enfrentar a impunidade, que reina nesse país. Em 2014, mais de uma centena de jornalistas brasileiros sofreu algum tipo de agressão. Três foram assassinados. Triste!

Violência por gênero, política e injúrias raciais são os principais motivos, segundo relatório da Fenaj- 2014. Até policiais militares foram acusados de agressão contra jornalistas nas manifestações dos últimos dois anos.

A liberdade de expressão é direito fundamental previsto no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos para todo e qualquer cidadão. É direito coletivo assegurado pelo Jornalismo, como fruto do trabalho do jornalista, que tem o papel de mediador da realidade, ao produzir e difundir informações de interesse público.



sábado, 1 de agosto de 2015

Orgulho de ser pernambucano


            O vaivém começa cedo na cidade. Ônibus, metrô, passos rumo ao local de estudo ou trabalho. Ainda tem aquela água para refrescar, comprada ao ambulante de rosto familiar.

 É hora de desejar um bom dia de trabalho, ainda que cansativo para muitos. Melhor ainda é sair à noitinha, com as luzes meio que embaçando a visão, mas ter a beleza dos monumentos ao nosso redor. 
             
 Mas você já parou e olhou o chão? 

Sim, olhar o céu do Recife é muito bom, é uma das minhas distrações em momentos bem meus. É como observar o mar. Realidade infeliz para quem vive aqui é a certeza de que nem todo mundo colabora para a conservação de toda essa beleza. 

Tenho certeza que você já ouviu alguém falar: "O Recife fede..."
             

Pois é! Um dos assuntos mais comentados da semana é o mutirão da Esquadra de Treinamento da Força Marítima de Autodefesa do Japão. 


Eles desembarcaram no Recife para realizar uma tarefa que se torna cansativa pelo fato de os nossos conterrâneos fingirem que não existem lixeiras nas ruas.

O bairro de São José é um pedacinho da área central, onde fica a Estação Central do Metrô. Eles têm olhos apertadinhos, mas recolheram 200 sacos de lixo. Só nessa região existem 15 lixeiras, de um total de 600 no centro da cidade.   


            Uma lição de civilidade. Não adiantou. Em menos de 24h, mais embalagens foram jogadas ao chão. Parecia que ninguém tinha passado por ali, nem mesmo os garis que fazem seu trabalho em horário noturno.

 A cultura de cuidar do ambiente em que se vive é aprendida pelos japoneses ainda na escola. No Brasil é assim que se ensina também! "Orgulho de ser pernambucano!" Lindo de dizer quando se viaja pelo mundo ou em época de Carnaval.





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Economia solidária da SRTE-PE participa de feira de empregabilidade



       A SRTE-PE participou, no dia 12 de maio, da II Feira de Empregabilidade da Faculdade Metropolitana da Grande Recife, em Jaboatão dos Guararapes. As servidoras integrantes do Fórum Estadual de Economia Solidária, Jussara Rodrigues e Arioneide Belém, coordenaram salas de discussão abordando as políticas públicas de emprego e de economia solidária.
       
      O evento foi destinado aos alunos que estão sem vínculo de estágio ou emprego, e aberto ao público em geral. O principal objetivo foi compartilhar vagas de estágios e trainee, além de oferecer palestras, oficinas e minicursos. Nos estandes, os estudantes puderam cadastrar currículos em bancos de talentos e receber orientações sobre elaboração de currículo, desenvolvimento de marketing pessoal, comportamento nas redes sociais e network.     
      
     A chefe da sessão de políticas públicas e economia solidária do MTE, Jussara Rodrigues, afirmou que foi uma oportunidade para as pessoas conhecerem a atuação do Fórum de Economia Solidária. “A nossa participação esclareceu o nosso trabalho para a sociedade. Foi também um espaço de comercialização para as empresas”, disse.
     
     Já a assessora de políticas públicas, Arioneide Belém, considera importante a realização de eventos como esse. “O público jovem, que pretende ingressar no mercado de trabalho, recebeu informações sobre as políticas de qualificação e intermediação de mão de obras, além de conhecerem a filosofia da economia solidária e as atividades desenvolvidas nessa área na região”, enfatizou.
    
     Cerca de 20 empreendimentos vinculados ao Fórum Estadual de Economia Solidária e outras empresas de Jaboatão dos Guararapes estiveram presentes. Outras atividades gratuitas fizeram parte da programação, entre elas, aferição de pressão, corte de cabelo e maquiagem.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Auditor da SRTE-PE palestra em simpósio na Semana da Enfermagem



      Em homenagem ao Dia Mundial dos Profissionais de Enfermagem, 12 de maio, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Estado de Pernambuco- SINDSPREV, promoveu o Simpósio Semana da Enfermagem, com o tema “Humanização e Valorização Profissional”. O evento segue até o dia 15 (sexta-feira), com o objetivo de proporcionar uma reflexão sobre o exercício profissional mais humanizado e seguro.

      Entre as atividades programadas, há discussões científicas em todos os âmbitos da profissão, além de mesas e conferências. O evento conta com a presença de representantes do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren) e da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Pernambuco (Aben-PE).

     O auditor fiscal do trabalho, Fernando André Sampaio, foi um dos palestrantes da semana. O tema “Mercado de Trabalho e Inclusão de PCD no Setor de Saúde” foi discutido, detalhando diversos aspectos sobre conscientização.

      Fernando conta que pretendia tratar de forma sintética questões de assédio moral sofrido pela categoria. “Todos conhecem a importância do papel da categoria. Eu quis ressaltar as políticas públicas que beneficiam as pessoas com deficiência e o exercício da sua função com integridade”, afirmou.

     A dupla jornada esteve em pauta na palestra do auditor, bem como os riscos ocupacionais acentuados, o estresse emocional diferenciado, a complexidade de pacientes imprevisíveis, desrespeito, hierarquização de categorias, fraudes sociais e a superexpeloração do trabalhador.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Encontro Regional dos Coordenadores de Projetos para PCD



            Em comemoração aos 24 anos da lei de cotas, que insere no mercado pessoas com deficiência e reabilitadas do INSS, a SRTE-PE sediou um encontro nacional e interinstitucional.
            As reuniões aconteceram durante uma semana (13 a 17 de abril), no auditório da sede. Na abertura do evento, o superintendente André Negromonte destacou a importância do trabalho em conjunto. “Nossas instituições com certeza ficarão mais fortes. Estamos trabalhando em parceria com esse objetivo”, disse.
O auditor fiscal e coordenador estadual do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Reabilitados no Mercado de Trabalho, Fernando André, também palestrou. No seu ponto de vista, as empresas tentam se justificar afirmando que não contratam porque não existe qualificação. “A questão é a forma de pensar da empresa. A mudança de atitude é fundamental”, destacou.
O encontro serviu para reafirmar a importância das ações dos grupos de trabalho das instituições, que se unem com o objetivo de fiscalizar e cobrar das empresas a inserção de profissionais com deficiência e reabilitados, em uma porcentagem de 2% a 5% do quadro de funcionários.
            Estiveram presentes a procuradora do MPT e coordenadora Nacional da Cordigualdade, Lisyane Chaves e a Chefe de Reabilitação do INSS, Justina Bastos.

Os desafios do Censo Demográfico de 2022

Prestar concurso público e ser aprovado é sempre uma feliz conquista, ainda que seja um certame para trabalhar temporariamente. Assim ...