Até quando?
Eu pensei que nada relacionado à violência contra profissionais da comunicação fosse me chocar, depois do massacre do Charlie Hebdo.
Dessa vez, um repórter matou a ex-colega de trabalho, ao lado do cinegrafista e de forma calculada - AO VIVO!
Nas imagens gravadas pelo cinegrafista pouco antes de morrer, é possível ouvir os tiros e ver o momento em que a repórter tenta escapar dos disparos.
A câmera cai, mas registra as pernas do atirador. Não é possível descrever a sensação de continuar a ouvir os gritos de Alison Parker. Ela, com 24 anos e o colega Adam Ward, 27.
Em vários países do mundo, inclusive no Brasil, os jornalistas têm sido
vítimas da violência. Estamos no século XXI e a intolerância só cresce.
Ainda querem silenciar a voz de quem se dedica a dar voz à sociedade.
E a
indignação fica, pois temos que enfrentar a impunidade, que reina
nesse país. Em 2014, mais de uma centena de jornalistas brasileiros
sofreu algum tipo de agressão. Três foram assassinados. Triste!
Violência por gênero, política e injúrias raciais são os principais motivos, segundo relatório da Fenaj- 2014. Até policiais militares foram acusados de agressão contra jornalistas nas manifestações dos últimos dois anos.
A liberdade de expressão é direito fundamental previsto no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos para todo e qualquer cidadão. É direito coletivo assegurado pelo Jornalismo, como fruto do trabalho do
jornalista, que tem o papel de mediador da realidade, ao produzir e
difundir informações de interesse público.

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